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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007
E quando acaba a relação?
Muito já se escreveu sobre relações, de como começar, durar e acabar. E quando acaba? Como é que se encara? Como se recupera? Foi um post que recentemente li num blog que me fez pensar sobre isto. A verdade é que não há uma resposta simples nem fácil. No entanto há padrões típicos de comportamento seguidos pela maioria das pessoas. Esses padrões são radicalmente diferentes de homens para mulheres.

De novo saliento que o que escrevo é apenas uma opinião, nada mais. Apenas me baseio nas minhas notas, que tiro no decorrer da minha actividade e nas notas que tiro das publicações e livros que leio. Obviamente que existem centenas de excepções a cada regra que se apresenta. Mas por amostra, este seria o padrão típico.

Homens:

Os homens, tipicamente, mudam-se para casa da mãe ou de um familiar próximo. Passam por um período de um ou dois dias de tristeza extrema e depois como que voltam a ser adolescentes. Procuram sair, divertir-se, ter todos os excessos normais da adolescência. Atristeza de homem procura da companheira fugaz para uma aventura é mais que evidente mas depois de cada aventura ficam mais tristes pois não é de facto o que procuram. Tudo se recente: trabalho, amigos, filhos (eventuais) e família. Viram-se apenas para o seu egoísmo como se deixasse de haver mundo lá fora.

No entanto estão muito fragilizados e escondem-no. Os excessos são muito frequentes (como o álcool por exemplo) que os leva a situações embaraçosas e por vezes violentas. Os homens são socialmente mais dependentes no que diz respeito a vida dentro de portas. Tipicamente tem o salário mais elevado e cabe-lhe a tarefa de trazer dinheiro e pagar as contas. À mulher cabem-lhe as tarefas da manutenção doméstica e/ou dos filhos. Felizmente esta tendência está a mudar pelo que cada vez mais as tarefas em casa são distribuídas. E mesmo socialmente os ordenados estão cada vez mais equiparados.

De qualquer forma os homens tradicionalmente são mais "infantis" e comportam-se mais nesse sentido. Frequentemente homens de meia idade, aquando uma situação de separação, pintam o cabelo e mudam de estilo de vestir. Apenas para tentar parecer mais jovens. Quando são os homens a terminar a relação, frequentemente se arrependem e entram em ciclos de comparação que apenas lhes estraga novos relacionamentos.

Mulheres:

tristeza de mulherNas mulheres varia muito se deixaram ou foram deixadas. Uma tónica comum é o ciúme. Mesmo que não todo o amor tenha sido perdido, existe uma sensação de posse que muito dificilmente desaparece. O ciúme de ver o antigo companheiro com outra pessoa consome por dentro. É frequente tentarem arranjar, inclusive, problemas na nova relação. Muitas vezes procurando estar com o ex-companheiro e deixando perdido algum objecto pessoal tal como um lenço ou um brinco. Algo que o comprometa e que lhe levante problemas.

Se a mulher está na posição de "deixada" então piora. Chegam as recriminações, a frase "o que ela tem que eu não tenha" vem ao de cima milhares de vezes. Há uma detioração da vida pessoal agravada que normalmente só se trava com o ocupar do tempo. Esse ocupar pode ser uma nova relação, um novo hobby, projecto ou interesse. Normalmente as mulheres tornam-se mais independentes e conseguem "dar a volta" mais depressa que os homens.

De uma forma geral as mulheres são mais maduras e comportam-se nesse sentido. Frequentemente decidem não ter relações estáveis durante um período de tempo deixando-se apenas com aventuras e relações sem vínculos.

Isto foi, de uma forma simplista, alguns traços típicos tanto dos homens como das mulheres. Existe depois um leque muito abrangente de acções e reacções. Formas de estar e de viver que vão desde o desinteresse até à mais pura obsessão. Apesar de haver uma imagem da mulher obcecada pela relação que termina, é mais frequente ver esse padrão no homem.

Comentários ou perguntas, por favor usem a secção de comentários ou o meu e-mail momentozen@sapo.pt
publicado por Zen às 10:00
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De Zen a 27 de Julho de 2007 às 10:38
Não é invasão nenhuma. Este espaço é de todos e para todos. Não exitem em usa-lo a vosso belo prazer. E é sempre bom termos uma troca de ideias. No fim, todos ganhamos.
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