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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007
A Infedilidade dos outros
Gostaria de partilhar convosco uma conversa que tive ontem. Obviamente não vou referir nomes, até porque o sigilo profissional assim me obriga. Mas é um assunto recorrente que me tem chegado ao consultório.

Uma senhora chegou-me ao consultório devastada. As forças fraquejam e estava num estado inicial de depressão. É uma mulher bonita, na casa dos trinta, atraente e pela maneira de vestir denota-se algum estatuto social e financeiro.

Começou por chorar alguns minutos, num choro nervoso. Depois, entre lágrimas, disse-me que o seu marido, companheiro de 10 anos, tinha-lhe sido infiel. Até aqui, é um caso triste, mas nada de novo, infelizmente. A infidelidade é cada vez mais comum. Seria um caso vulgar se não fosse o facto dela mesmo já o ter sido, repetidas vezes. Umas vezes ele descobriu, outras não. Mais que não do que as que sabia. A verdade é que esta senhora estava um pouco a provar do seu próprio veneno e não estava a gostar. É diferente quando estamos do lado da pessoa traída.

Ela já me tinha consultado várias vezes, quando a vida dela passou por um momento mau. Eu já conhecia o historial e o discurso. "Sexo por sexo não é problema, é apenas uma necessidade do corpo tal como comermos ou respirarmos" dizia-me ela quando abordava esta assunto. Agora mudou. Agora já pensou e já sabe o que é estar na pele da outra pessoa.

Muitas vezes agimos sem pensarmos. Sem nos colocarmos na pele da outra pessoa. Agimos apenas por impulso, calando a voz do nosso coração e ouvindo apenas o grito da carne. Esse, que o poeta diz que é fraca. A nossa vida pode ser simples, mas nós, os humanos, temos sempre de a complicar. Sempre.

Em jeito de conselho ficam apenas estas palavras: é simples manter um segredo, mas mais fácil é não ter segredos para manter.
publicado por Zen às 11:11
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1 comentário:
De Infiel a 21 de Junho de 2007 às 14:03
Bom dia
Gostei do post!
Tens razão é muito mais facil viver quando não ha segredos a esconder!
Mas regra geral é mais facil a uma mulher perdoar 50 quecas com mulheres diferentes do que 5 quecas com a mesma. Essas é que doiem, as outras podem ser sómente necessidade fisilógica..... um dalogo construtivo pode melhorar a relação
Obrigado por existires na blogoesfera

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